Psicografia Tatiana Madjarof bussamra

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Mamãe Rosana, vó Rosa, Lú.

Me disse o vovô Paulo que sou porta-voz dele, da tia Ivete e da tia Silvinha. Não me vejo com gabarito para tal, mas sinto-me honrada em dizer que em nome deles trago as notícias do nosso amor.

Mãe, como água comandada pelo sopro da misericórdia de Deus, você tem feito da máquina a notícia da vida apagando a morte¹.

O computador, dirigido com o cuidado da atenção de cada um, leva e traz notícias de apoio, de consolo, de amizade e conhecimento.

A máquina foi feita para que o homem a dirija, e em toda máquina bem dirigida há notícia de paz, de compreensão, de fé.

Você entende bem o que desejo dizer.

Quanto ao Tommy, ele continua por aqui graças a um pedido meu que foi aceito, pois tenho o cão como uma escora que me ampara nos momentos que penso estar só, porque na verdade ninguém fica só.

Lú, minha irmã, vale a pena sonhar e melhor ainda é vivenciar.

Creio que nos EUA você encontrará mais com você mesma, pois às vezes pensamos em tantos, esquecendo de nós. Estou com você!²

Vó Rosa, se pudesse contar tudo sobre você, creio que alguém diria: é uma heroína, uma santa... Para esta neta você é mais ainda.

Beijos meus, da tia Ivete, da tia Silvinha, do vovô Paulo, e diga ao tio Paulo que toda experiência é uma notícia nova em nossa vida, e que ele seja um vencedor alegrando a todos nós.

Meus beijos no papai Jorge, meu fofo... Sei o quanto ele me ama, e ele sabe o quanto de amor tenho por ele.

Meus abraços na Mari, no Paulinho, Iuri, Ivan, e no pequeno Rodrigo. Devo considerar a todos, agradecida às considerações amigas que recebo de todos eles, junto a compreensão de cada um.

É isso!

Creio que vou olhando a rosa na janela, a nuvem que passa, o sol que clareia, sentindo Deus próximo a mim, e daí..., um beijo no Tommy. E lá vou eu, pois a beleza da vida não pára no pensar, pois precisamos fazer.

Beijos mãe.

Beijos vó.

Abraços Lú.

Tati.

Tatiana Madjarof Bussamra.

MENSAGEM PSICOGRAFADA PELO MÉDIUM CELSO DE ALMEIDA AFONSO, EM REUNIÃO PÚBLICA, NA NOITE DO DIA 15/04/2011, NO CENTRO ESPÍRITA "AURÉLIO AGOSTINHO", À AV. LUCAS BORGES, 61 - UBERABA - MG.

Esclarecimentos:

  • Rosana e Jorge - Pais;
  • Lú (Luciana) - Irmã;
  • Vovó Rosa - Avó materna;
  • Tio Paulo - Tio materno;
  • Mari - Prima (filha da tia Ivete);
  • Paulinho - Primo (filho da tia Ivete);
  • Iuri - Primo (filho do tio Paulo);
  • Ivan - Neto do tio Paulo;
  • Rodrigo - Filho caçula do tio Paulo;
  • Silvinha - Tia, desencarnada em 04/05/1986, aos 19 anos, em acidente automobilístico na Via Anchieta;
  • Ivete - Tia, desencarnada em 22/06/2005, aos 44 anos, em decorrência de um câncer;
  • Vovô Paulo - Avô materno, desencarnado em 12/05/1991, aos 57 anos, vítima de infarto;
  • Tommy - Cãozinho da raça Maltês, com 3 meses de vida, que a Tati ganhou do pai uma semana antes do acidente e que desencarnou com ela;
  • ¹ - A Tati refere-se ao trabalho que venho realizando através da Internet com a divulgação das psicografias que recebemos, e que começou pequeno, mas este trabalho, com a ajuda de muitas pessoas amigas vem crescendo dia após dia, levando consolo para muitas mães que devolveram seus amados filhos ao Plano Espiritual, e também está ajudando muitas outras pessoas que buscam um pouco de entendimento sobre a espiritualidade e conforto após a partida de seus entes queridos;
  • ² - A Lú, nossa Luciana, estará viajando para os EUA, no próximo dia 23/05/2011, e foi muito difícil para que a Lú tomasse esta decisão, pois irá ficar nos EUA durante 1 ano trabalhando como au-pair (babá), e a Tati está dando muita força para a irmã que tanto ama.
 
Tatiana Madjarof Bussamra
Nasceu em 21/12/1982 em São Paulo - SP
Desencarnou em 04/02/2006 em Capivari de Baixo - SC

Fonte:http://www.saudadeeadeus.com.br/vintetres.html

segunda 26 setembro 2011 14:35


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quarta 27 julho 2011 11:33


Perguntas Frequentes!

Há algum valor nas

promessas, dessas que

são feitas aos santos ou

mesmo a Deus?

 

 

Blog de omundoquejaconhecemos : O mundo que já conhecemos mais não lembramos!, Perguntas Frequentes!

 

PERGUNTA FREQÜENTE

 

Como seria uma prece melhor ou "mais forte"?

Para falar com Deus não precisamos recitar preces bonitas nem frases rebuscadas. Ele não se importa com isso, mas sim com a sinceridade dos nossos corações e com os esforços que fazemos para cumprir Sua Lei. Assim, é preferível conversarmos com Deus com a singeleza da nossa fala e a sinceridade da nossa alma, do que ficarmos a recitar orações elaboradas por outros.

 

PERGUNTA PARA REFLEXÃO

 

Que é mais importante, freqüentar a igreja, o centro espírita, fazer novenas e orações, ou tornar-se uma pessoa melhor?

 De que adianta adentrarmos os templos da nossa fé, se trazemos a mente carregada de maus pensamentos; se o coração não perdoa e as emoções ficam girando em torno dos interesses materiais e das paixões inferiores?

Jesus foi muito claro ao dizer: "Antes de entrares no templo para fazeres tua oferenda, vai e reconcilia-te com teu inimigo". Isto significa que para entrarmos em contato com as forças mais altas devemos primeiro limpar o coração de todos os ódios, das mágoas e das sujeiras que ali desenvolvemos com nossas atitudes egoístas e antifraternas.

 

 

Se fazemos diariamente a limpeza da nossa casa, deveríamos também limpar continuamente a nossa moradia espiritual, nosso interior. Somos sempre visitados por mensageiros divinos, os bons espíritos, e eles nos enxergam por dentro, percebendo nossos sentimentos e pensamentos mais secretos, assim como o lixo que acumulamos através da nossa conduta.

Também é preciso aprendermos a orar, não abusando das sublimes dimensões da prece.

 

PERGUNTA NATURAL

Que podemos entender por abusar da prece?

 Abusamos da prece quando ficamos desfiando orações decoradas, recitadas, de forma automática; quando fazemos pedidos mesquinhos, egoístas e antifraternos, e quando prometemos algo a Deus ou a seres superiores em troca dos seus favores.

Mas orações decoradas também têm seu valor. Quando nossa estrutura espiritual está muito carregada de materialidade, ou de energias incompatíveis, fica difícil conseguirmos sintonizar com faixas espirituais mais elevadas. Nessas situações, e conforme o caso, a prece decorada pode ajudar desde que o pensamento e a emoção estejam continuamente fixos nas idéias que ela vai apresentando. Essa conexão contínua da emoção e do pensamento com idéias de elevado teor espiritual possibilita a eliminação de parte dessa materialidade, deixando surgir a religiosidade.

Deus nos ajuda na medida das nossas necessidades e a maior importância da prece está no bem que ela nos faz. Ela nos torna receptivos, dinamiza nossa fé e nos permite sintonizar com faixas mais altas. É por esses canais que os espíritos benfeitores nos inspiram em nome do Pai, ajudando-nos das mais diversas formas, sempre que isto for permitido.

A oração, para produzir efeito, precisa sair das profundezas da alma, em alta vibração de fé e amor, conduzindo pedidos legítimos. Também não é preciso falar muito, apenas o necessário para expor o que se pretende, aliás, nem falar seria preciso, porque Deus sabe melhor que nós do que mais estamos necessitando. O ato de falar é para podermos arrumar nossos pensamentos, visualizar nossas necessidades, dinamizar e direcionar as energias envolvidas na súplica.

 

PERGUNTA NATURAL

Que tipo de pedidos podem ser considerados legítimos?

 Podemos e devemos pedir ajuda a Deus nas horas da dificuldade e nos momentos de aflição, assim como, agradecer-lhe por tudo que a vida nos dá. Também podemos orar pedindo proteção e orientação para nossas vidas. Mas a melhor das preces é aquela em que solicitamos ao Senhor da Vida ajuda para conseguirmos vencer nossas imperfeições e desenvolver valores como a fraternidade, a honestidade, a justiça e a paz.

Outra rogativa benéfica é quando pedimos por outras pessoas, principalmente por aquelas que não estão ligadas a nós por laços de afeto ou quaisquer interesses. É quando oramos pelos que sofrem, pelo doente anônimo, pelos viciados e os criminosos; é quando pedimos ao Senhor da Vida pela paz na Terra, pela justiça social, pela fraternidade entre todos, e também por aqueles que governam, para que governem melhor.

 

PERGUNTA FREQÜENTE

Qual é o melhor lugar para se orar?

 

 No Evangelho, em João, capitulo 4, conta-se que Jesus, falando com uma mulher samaritana sobre o local onde Deus deve ser adorado, lhe disse: "Mulher, podes crer-me, que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai." (...) "Deus é espírito; e importa que seja adorado em espírito e em verdade".

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Vemos assim, que não são necessários templos ou lugares especiais para se adorar Deus.

O melhor de todos os templos é a intimidade do coração, a igreja da alma, onde no silêncio da meditação e da prece podemos sintonizar com faixas mais elevadas e nutrir nosso espírito com energias superiores.

 

PERGUNTA NATURAL

Há algum valor nas promessas, dessas que são feitas aos santos e mesmo a Deus?

 

Há promessas benéficas quando se promete abandonar um vício ou praticar algo realmente bom. Mas mesmo assim, reflete imaturidade.

Muitas pessoas fazem uma promessa mais ou menos nestes termos: "Meu querido santo fulano... se me deres tal coisa, prometo acender uma vela do meu tamanho diante da tua imagem".

Mas será que esses seres superiores vendem sua ajuda?

Sentirão prazer com velas ou outro tipo de promessas ou oferendas?

Será que o Soberano Senhor nos vende suas bênçãos? Ou pagamos nós pela luz do Sol, pela chuva, ou os pássaros e as flores que enfeitam e alegram nossa vida? Será que damos algo em troca do céu azul ou das noites estreladas, do murmúrio do vento ou dos sons da vida que dão contentamento ao coração? Pagamos algo pela faculdade da visão, da fala ou da audição? Podemos acaso comprar a amizade ou o amor, que são o fundamento e a própria razão do existir?

 

PERGUNTA NATURAL

É preciso ter merecimento para pedir ajuda a Deus?

 Sempre podemos pedir ajuda a Deus. Para isso não é necessário que sejamos "bons", ou que estejamos cumprindo Suas leis. Mas quando a aflição nos alcança e nos dirigimos ao Alto em busca de ajuda, esse ato deve também representar um momento de reflexão, de perguntas a nós mesmos, sobre a forma como estamos conduzindo nossas vidas. Da mesma forma é importante tomarmos decisões no sentido de nos tornarmos merecedores, ante as forças superiores.

A dor e o sofrimento não são castigos de Deus. Às vezes representam resgate de más ações praticadas no passado; de outras, são avisos que a vida nos dá para mudança de rumos.

É claro que o merecimento também é um fator importante, tanto que Jesus dizia: "A cada um será dado de acordo com suas obras".

Orar é abrir nosso interior para a luz de Deus, é falar com o Pai, com o profundo amor e respeito que Lhe devemos.

Conta-se que um velho escravo tinha muita vontade de entrar na capela da fazenda, mas isto era proibido. Ele conhecia a história de Nosso Senhor e amava muito aquele Sinhôzinho branco, tão bom que havia morrido na cruz, pelo amor que tinha por todas as pessoas.

Nos dias de domingo, quando a capela se enchia de gente, o velho escravo ajoelhava-se em meio ao matagal e, olhando de longe aqueles vitrais coloridos, a cruz ao alto, tirava o chapéu com muita humildade e respeito, dizendo: "Meu Sinhôzinho Jesus Cristo, nego veio tá qui..."

Sem dúvida o Mestre ouvia a prece do velho escravo, envolvendo seu coração em júbilo e paz.

Mas será que Ele ouvia as orações orgulhosas, frias e decoradas da maioria dos que lotavam a capela?

 

PERGUNTA NATURAL

Com que freqüência devemos orar? 

Não há limites nem quantidades para a prece, mas sempre é benéfico um contínuo ligar-se espiritualmente às faixas mais nobres da vida; não tanto o pedir, mas principalmente o ligar-se, elevar-se, alargar as próprias fronteiras espirituais, extrapolar as dimensões interiores e sintonizar com os ambientes vibratórios mais elevados, mais nobres, com as faixas de pensamento superior.

A oração pode ser formulada com palavras, mas pode também dispensá-las, bastando abrir o mundo interior para o Alto, assim como a flor que se abre para a luz solar, beneficiando-se com seus raios e irradiando ao mesmo tempo sentimentos de amor e gratidão ao Senhor da Vida.

A oração gera forças incalculáveis dentro de nós e, quando vibra nas faixas do amor, produz o mais elevado teor vibratório que somos capazes de alcançar. E é oportuno lembrar que essa elevação do teor vibratório possibilita a "queima" de energias negativas do nosso sistema energético.

A importância da prece tem sido constatada em várias pesquisas científicas, provando o quanto ajuda na cura de enfermos. Mas pouco vale alguém desfiar rosários de orações, se o pensamento e o sentimento não estiverem junto, se não vibrarem em uníssono com as palavras da prece.

O pesquisador Dr. Masaru Emoto e sua equipe realizaram experiências importantíssimas. Eles congelaram água que havia sido submetida às vibrações de uma prece feita com clareza e pureza. No microscópio, as estruturas das moléculas apareciam cristalinas, apresentando belíssimas figuras geométricas. Já a água que fora submetida a vibrações de sentimentos negativos apresentaram formas feias, disformes, grosseiras e desagradáveis.

Lembremos que nosso organismo é composto por 70% de água. Assim, pensamentos, sentimentos e emoções de amor, fé e alegria vibram positivamente em toda a estrutura psíquica e espiritual, e também atuam em nosso corpo carnal.

 

 

 


 

 

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domingo 24 julho 2011 14:35


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sábado 16 julho 2011 13:45


Mediunidade no tempo de Jesus

Blog de omundoquejaconhecemos :O mundo que já conhecemos mais não lembramos!, Mediunidade no tempo de Jesus

 

"Se alguém julga ser profeta ou inspirado pelo Espírito, reconheça um
mandamento do Senhor nas coisas que estou escrevendo para vocês"
(PAULO, aos coríntios).

Introdução

A mediunidade é uma faculdade humana que consiste na sintonia espiritual entre dois seres. Normalmente, a usamos para designar a influência de um Espírito desencarnado sobre um encarnado, entretanto, julgamos que, acima de tudo, por se tratar de uma aquisição do Espírito imortal, pouco importa a situação em que se encontram esses dois seres, para que se processe a ligação espiritual entre eles.

É comum que ataques ao Espiritismo ocorram por conta desse "dom", como se ele viesse a acontecer exclusivamente em nosso meio. Ledo engano, pois, conforme já o dissemos, é uma faculdade humana, e assim sendo, todos a possuem, variando apenas quanto ao seu grau.

Os detratores querem, por todos os meios, fazer com que as pessoas acreditem que isso é coisa nova, mas podemos provar que a mediunidade não é coisa nova e que até mesmo Jesus dela pode nos dar notícias. É o que veremos a seguir.

A mediunidade e Jesus

Quando Jesus recomenda a seus doze discípulos a divulgação de que o "reino do Céu está próximo" fica evidenciado, aos que estudaram ou vivenciam esse fenômeno, que o Mestre estava falando mesmo era da faculdade mediúnica. Entretanto, por conta dos tradutores ou dos teólogos, essa realidade ficou comprometida no texto bíblico. Entretanto, como é impossível "tapar o sol com uma peneira", podemos perfeitamente identificá-la, apesar de todo o esforço para escondê-la.

O evangelista Mateus narra o seguinte:

"Eis que eu envio vocês como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Tenham cuidado com os homens, porque eles entregarão vocês aos tribunais e açoitarão vocês nas sinagogas deles. Vocês vão ser levados diante de governadores e reis, por minha causa, a fim de serem testemunhas para eles e para as nações. Quando entregarem vocês, não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês o que vocês devem dizer. Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês é quem falará através de vocês". (10,16-20).

A primeira observação que faremos é que por ter tentado a Eva, dizem que a serpente seria o próprio satanás, entretanto, isso fica estranho, porquanto o próprio Jesus nos recomenda sermos prudentes como as serpentes. Esse fato demonstra que tal associação é apenas fruto do dogmatismo que só produz o fanatismo religioso.

Essa fala de Jesus é inequívoca quanto ao fenômeno mediúnico: "não fiquem preocupados como ou com aquilo que vocês vão falar, porque, nessa hora, será sugerido a vocês", e arremata: "Com efeito, não serão vocês que irão falar, e sim o Espírito do Pai de vocês é quem falará através de vocês". A tentativa de esconder o fenômeno fica por conta da expressão "o Espírito do Pai", quando a realidade é "um Espírito do Pai" a mudança do artigo indefinido para o artigo definido tem como objetivo principal desvirtuar a fenomenologia em primeiro plano e em segundo, mais um ajuste de texto bíblico para apoiar a trindade divina copiada dos povos pagãos.

O filósofo e teólogo Carlos Torres Pastorino abordando a questão da mudança do artigo, diz:

"...Novamente sem artigo. Repisamos: a língua grega não possuía artigos indefinidos. Quando a palavra era determinada, empregava-se o artigo definido ‘ho, he, to'. Quando era indeterminada (caso em que nós empregamos o artigo indefinido), o grego deixava a palavra sem artigo. Então quando não aparece em grego o artigo, temos que colocar, em português, o artigo indefinido: UM espírito santo, e nunca traduzir com o definido: O espírito santo". (Sabedoria do Evangelho, volume 1, pág 43).

Se sustentarmos a expressão "o Espírito do Pai" teremos forçosamente que admitir que o próprio Deus venha a se manifestar num ser humano. Pensamento absurdo como esse só pode ser pela falta de compreensão da grandeza de Deus. Dizem os cientistas que no cosmo há 100 bilhões de galáxias, cada uma delas com cerca de 100 bilhões de estrelas, fazendo do Universo uma coisa fora do alcance de nossa limitada imaginação, mas, mesmo que a custa de um grande esforço, vamos imaginar tamanha grandeza. Bom, façamos agora a pergunta: o que criou tudo isso? Diante disso, admitir que esse ser possa estar pessoalmente inspirando uma pessoa é fora de proposto, coisa aceitável a de povos primitivos, cujos conhecimentos não lhes permitem ir mais longe, por restrição imposta pelo seu hábitat.

A mediunidade no apostolado

Um fato, que reputamos como de inquestionável ocorrência da mediunidade, aconteceu logo depois da morte de Jesus, quando os discípulos reunidos receberam "como que línguas de fogo" e começaram a falar em línguas, de tal sorte que, apesar da heterogeneidade do povo que os ouvia, cada um entendia o que falavam em sua própria língua. Fato extraordinário registrado no livro Atos dos Apóstolos, desta forma:

"Quando chegou o dia de Pentecostes, todos eles estavam reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como o sopro de um forte vendaval, e encheu a casa onde eles se encontravam. Apareceram então umas como línguas de fogo, que se espalharam e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram repletos do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem. Acontece que em Jerusalém moravam judeus devotos de todas as nações do mundo. Quando ouviram o barulho, todos se reuniram e ficaram confusos, pois cada um ouvia, na sua própria língua, os discípulos falarem". (Atos 2, 1-6).

Aqui podemos identificar o fenômeno mediúnico conhecido como xenoglossia, que na definição do Aurélio é: A fala espontânea em língua(s) que não fora(m) previamente aprendida(s). Mas, como da vez anterior, tentam mudar o sentido, para isso alteram o artigo indefinido para o definido, quando a realidade seria exatamente que estavam "repletos de um Espírito santo (bom)".

Fato semelhante aconteceu, um pouco mais tarde, nomeado como o Pentecostes dos pagãos:

"Pedro ainda estava falando, quando o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a Palavra. Os fiéis de origem judaica, que tinham ido com Pedro, ficaram admirados de que o dom do Espírito Santo também fosse derramado sobre os pagãos. De fato, eles os ouviam falar em línguas estranhas e louvar a grandeza de Deus..." (At 10, 44-46).

Episódio que confirma que "Deus não faz acepção de pessoas" (At 10,34), daí podermos estender à mediunidade como uma faculdade exclusiva a um determinado grupo religioso, mas existindo em todos segmentos em suas expressões de religiosidade.

A mediunidade como era "transmitida"

A bem da verdade não há como ninguém transmitir a mediunidade para outra pessoa, entretanto, pelos relatos bíblicos, a imposição das mãos fazia com que houvesse sua eclosão, óbvio que naqueles que a possuíam em estado latente. Vejamos algumas situações em que isso ocorreu.

Em Atos 8, 17-18:

"Então Pedro e João impuseram as mãos sobre os samaritanos, e eles receberam o Espírito Santo. Simão viu que o Espírito Santo era comunicado através da imposição das mãos. Dêem para mim também esse poder, a fim de que receba o Espírito todo aquele sobre o qual eu impuser as mãos".

Simão era um mago que, com suas artes mágicas, deixava o povo da região de Samaria maravilhado. Mas, ao ver o "poder" de Pedro e João, ficou impressionado com o que fizeram, daí lhes oferece dinheiro a fim de que dessem a ele esse poder, para que sobre todos os que ele impusesse as mãos, também recebessem o Espírito Santo.

Em Atos 19, 1-7:

"Enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo atravessou as regiões mais altas e chegou a Éfeso. Encontrou aí alguns discípulos, e perguntou-lhes: ‘Quando vocês abraçaram a fé receberam o Espírito Santo?' Eles responderam: ‘Nós nem sequer ouvimos falar que existe um Espírito Santo'. Paulo perguntou: ‘Que batismo vocês receberam?' Eles responderam: ‘O batismo de João'. Então Paulo explicou: ‘João batizava como sinal de arrependimento e pedia que o povo acreditasse naquele que devia vir depois dele, isto é, em Jesus'. Ao ouvir isso, eles se fizeram batizar em nome do Senhor Jesus. Logo que Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e começaram a falar em línguas e a profetizar. Eram, ao todo, doze homens".

Será que podemos entender que o batismo de Jesus é "receber o Espírito Santo", conseguido pela imposição das mãos? A narrativa nos leva a aceitar essa hipótese, apenas mantemos a ressalva feita anteriormente quanto à expressão "o Espírito Santo".

A mediunidade como os dons do Espírito

Na estrada de Damasco, Paulo, que até então perseguia os cristãos, numa ocorrência transcendente, se encontra com Jesus, passando, a partir daí, a segui-lo. Durante o seu apostolado se comunicava diretamente com o Espírito de Jesus, demonstrando sua incontestável mediunidade.

Aliás, o apóstolo Paulo foi quem mais entendeu do fenômeno mediúnico, tanto que existem recomendações preciosas de sua parte aos agrupamentos cristãos de então. Ele o chamava de "dons do Espírito". "Sobre os dons do Espírito, irmãos, não quero que vocês fiquem na ignorância" (1Cor 12,1), mostrando-se interessado em que todos pudessem conhecer tais fenômenos.

E esclarece o apóstolo dos gentios:

"Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo; diferentes serviços, mas o Senhor é o mesmo; diferentes modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. Cada um recebe o dom de manifestar o Espírito para a utilidade de todos. A um, o Espírito dá a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de ciência segundo o mesmo Espírito; a outro, o mesmo Espírito dá a fé; a outro ainda, o único e mesmo Espírito concede o dom das curas; a outro, o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, o dom de falar em línguas; a outro ainda, o dom de as interpretar. Mas é o único e mesmo Espírito quem realiza tudo isso, distribuindo os seus dons a cada um, conforme ele quer". (1 Cor 12,4-11).

Novamente, mudando-se "o Espírito" para "um Espírito", estaremos diante da faculdade mediúnica, basta "ter olhos de ver".

Ao que parece, naquela época, os médiuns se preocupavam mais com a xenoglossia Paulo para desfazer esse engano novamente faz outras recomendações aos coríntios (1Cor 14,1-25). Disse ele:

"...aspirem aos dons do Espírito, principalmente à profecia. Pois aquele que fala em línguas não fala aos homens, mas a Deus. Ninguém o entende, pois ele, em espírito, diz coisas incompreensíveis. Mas aquele que profetiza fala aos homens: edifica, exorta, consola. Aquele que fala em línguas edifica a si mesmo, ao passo que aquele que profetiza edifica a assembléia. Eu desejo que vocês todos falem em línguas, mas prefiro que profetizem. Aquele que profetiza é maior do que aquele que fala em línguas, a menos que este mesmo as interprete, para que a assembléia seja edificada...".

Conclusão

Como apregoa a Doutrina Espírita o fenômeno mediúnico nada mais é que uma ocorrência de ordem natural. Podemos identificá-lo desde os mais remotos tempos da humanidade, e não poderia ser diferente, pois, em se tratando de uma manifestação de uma faculdade humana, deverá ser mesmo tão velha quanto a permanência do homem aqui na Terra.

Mas, infelizmente, a intolerância religiosa, a ignorância e, por vezes, a má-vontade, não permitiu que fosse divulgada da forma correta, ficando mais por conta de uma ocorrência sobrenatural, que só acontecia a uns poucos privilegiados. Coube ao Espiritismo a desmistificação desse fenômeno, bem como a sua explicação racional. Kardec nos deixou um legado importantíssimo para todos que possam se interessar pelo assunto, quando lança O Livro dos Médiuns, que recomendamos aos que buscam o conhecimento dessa fenomenologia, ainda muito incompreendida em nossos dias.

Fonte:http://www.espirito.org.br/portal/artigos/paulosns/mediunidade-no-tempo.html

quarta 13 julho 2011 11:21


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